O II Seminário Nacional de Ouvidorias Públicas reuniu, em Manaus, nesta quinta-feira (16), autoridades, ouvidores e representantes de órgãos públicos de todo o país. Com o tema “Ouvidoria Contemporânea – Inovação, Sustentabilidade e Gestão Pública com Escuta Cidadã”, o evento destacou a importância da escuta ativa como instrumento de transformação social, aproximando o poder público da população e promovendo a transparência e a participação cidadã em temas sensíveis como sustentabilidade e justiça climática.
Entre os destaques da programação, o painel “A Amazônia como Protagonista da Agenda Climática: o que as Ouvidorias têm a ver com isso?” trouxe para o centro do debate a importância de ouvir as comunidades amazônicas e reconhecer o papel das ouvidorias na construção de políticas públicas ambientais mais justas e efetivas.
O painel foi conduzido pelo procurador de Contas Ruy Marcelo Alencar de Mendonça, do Ministério Público de Contas do Amazonas (MPC-AM), e pela diretora de Projetos Ambientais do TCE-AM (DIPAM), Anete Ferreira. Ambos compartilharam conhecimentos sobre mudanças climáticas e experiências da Corte de Contas amazonense e mostraram como a escuta cidadã pode se transformar em ação concreta de proteção ambiental e de justiça climática antes os desafios da transformação verde.
Durante o painel, o procurador de Contas Ruy Marcelo Alencar de Mendonça suscitou a reflexão sobre a importância do protagonismo das ouvidorias públicas no atendimento a populações mais vulneráveis aos impactos da mudança climática.
“Como a crise do clima não atinge igualmente todas as pessoas, as ouvidorias precisam estar preparadas para dar voz e vez aos vulneráveis e invisíveis, porque eles existem até na hora de executar uma política de mudança climática, por mais paradoxal que seja, uma política pública para resolver a questão do clima pode trazer um prejuízo maior para essas populações e nós precisamos enxergar isso”, afirmou o procurador.
O encontro foi concluído com um chamado à cooperação entre os órgãos de controle e as comunidades amazônicas, ressaltando que os impactos da crise climática são desiguais e que as ouvidorias têm o dever de garantir espaço e escuta às populações mais vulneráveis.





