Boletim de 31 de outubro – Monitoramento ambiental

Avaliação geral

Houve melhora expressiva do PM2,5 no sensor de Barreirinha, mas retomada das detecções de fogo no leste amazonense e aumento acentuado no Pará. Manaus continua com ar prejudicial a grupos sensíveis. Para os próximos dias, a combinação de fontes de fumaça, calor e queda prevista da umidade exige manter a proteção da população, mesmo com possibilidade de chuva.

Qualidade do ar

Às 8h de hoje, o IQAir apresentou em Manaus PM2,5 de 40,1 µg/m³ e AQI US 112, com quatro estações contribuidoras. Ontem, no mesmo horário, eram 41,6 µg/m³ e AQI 116: pequena redução, permanecendo na categoria prejudicial a grupos sensíveis.

No SELVA, foram confirmadas estas leituras de sensores reais de 31/10, em µg/m³:

Manaus — UEA_EducAIR_9: 50,6, às 8h33.

Itacoatiara — SEMA_DCAM_36: 55,3, às 8h32.

Parintins — SEMA_DCAM_47: 75,8, às 8h32.

Barreirinha — SEMA_DCAM_18: 53,1, às 8h33.

Autazes — SEMA_DCAM_08: 45,4, às 8h32.

Oriximiná — SEMAS_043_SEMMA_ORIXIMINÁ: 111,4, às 8h32.

Em Barreirinha, o mesmo sensor passou de 158,6 ontem às 8h45 para 53,1 hoje às 8h33, redução aproximada de 66,5% entre os registros. É uma melhora local relevante, sem demonstrar recuperação sustentada da média diária ou de toda a região.

Em Maués, a leitura exibida pela UEA_EducAIR_30 era de 30/10 às 14h39, portanto não foi utilizada para caracterizar esta manhã. Os sensores do SELVA são indicativos locais de baixo custo; seus valores não representam médias municipais.

INPE — evolução das detecções

No último dia completo, 30/10, com filtro AQUA_M-T, o Amazonas registrou 19 focos, ante 11 em 29/10. Todos estavam no leste estadual: Nhamundá, sete; Parintins, seis; Silves, quatro; Barreirinha, dois. A última detecção desse recorte ocorreu às 15h25 de 30/10, horário de Manaus.

No Pará, houve 674 focos, contra 223 no dia anterior. Destacam-se Almeirim, 60; Pacajá, 47; Óbidos, 43; Mojuí dos Campos, 42; Portel, 39; Uruará, 37; Prainha, 34; Santarém, 29; Placas e Oriximiná, 28 cada; Alenquer, 23; Monte Alegre, 14; Aveiro e Juruti, nove cada. Última detecção estadual: 15h28 de 30/10.

Na comparação entre dois dias completos, o Amazonas passou de 57 focos em 27–28/10 para 30 em 29–30/10; o Pará, de 1.159 para 897. Assim, o aumento no último dia convive com redução na comparação entre essas janelas. São detecções por satélite, sujeitas às condições de observação, e não medidas diretas de propagação ou área queimada.

Ranking mensal

No período de 1º a 30/10/2026, o Amazonas soma 2.258 focos, quarto lugar nacional entre os estados; o Pará lidera com 12.428. Consulta nesta manhã; o painel informa fechamento em 30/10, sem horário próprio de atualização do ranking.

Entre os amazonenses, Lábrea ocupa o 13º lugar nacional, com 299 focos; Boca do Acre, o 24º, com 210; Autazes, o 25º, com 207; e Itacoatiara, o 30º, com 151. Os quatro mantiveram os quantitativos de ontem; suas mudanças de posição decorrem do avanço de outros municípios.

No ranking estadual, seguem Novo Aripuanã, 108; Guajará, 85; Nhamundá, 84; Maués, 75; Parintins, 71; Manaquiri, 67; Boa Vista do Ramos, 66; Urucurituba, 63; Humaitá, 62; e Barreirinha, 57.

No Pará, os líderes nacionais são Uruará, primeiro, com 963; São Félix do Xingu, segundo, com 869; Altamira, terceiro, com 716; Portel, quarto, com 712; Santarém, quinto, com 579; Aveiro, sexto, com 512; Itaituba, sétimo, com 464; Mojuí dos Campos, oitavo, com 440; Pacajá, nono, com 430; e Placas, décimo, com 414.

Também merecem acompanhamento Óbidos, 12º, com 375; Monte Alegre, 14º, com 287; Almeirim, 15º, com 274; Prainha, 16º, com 265; Rurópolis, 18º, com 233; Oriximiná, 20º, com 223; Juruti, 22º, com 218; e Alenquer, 26º, com 186. Empates recebem a mesma colocação.

Monitor UFAM — Manaus e entorno

A atualização disponível era de 30/10 às 18h07, ainda sem fechamento desta madrugada. Manaus e entorno apresentava zero agrupamentos ativos, mas todos os 34 estimados como extintos tinham incerteza por nuvens; a cobertura da passagem VIIRS da tarde alcançava 98%.

No recorte ampliado de Parintins, eram 141 ativos, ante 55 na atualização de ontem às 4h08. Dos 853 estimados como extintos, 506 tinham incerteza por nuvens. Esses resultados não permitem declarar controle regional e não equivalem aos focos AQUA_M-T ou aos eventos do Censipam.

Censipam — situação e persistência

A consulta oficial desta manhã retornou 32 ativos e 105 em observação associados ao Amazonas, ante 56 e 109 ontem. A detecção mais recente do conjunto era de 31/10 às 1h12, horário de Manaus.

Os ativos estavam em Nhamundá, nove; Barreirinha, cinco; Parintins, quatro; Humaitá e Manicoré, dois cada; Alvarães, Apuí, Boa Vista do Ramos, Coari, Lábrea, Pauini, Tefé, Uarini, Urucará e Urucurituba, um cada.

Prioridades pela persistência e localização:

Urucurituba, evento 7117905: ativo, sete dias; última detecção em 30/10 às 13h11.

Alvarães, evento 7127429: ativo, seis dias; última detecção em 30/10 às 14h09.

Barreirinha, eventos 7127545 e 7132038: ativos, seis e cinco dias; o segundo teve detecção em 31/10 à 1h10.

Manicoré, evento 7149567: ativo, com indicação do Parque Nacional dos Campos Amazônicos.

Tefé, evento 7149831: ativo, com indicação da Floresta Nacional de Tefé.

O evento Juruti–Parintins 7035600, associado ao assentamento Vila Amazônia e anteriormente ativo com 25 dias de persistência, passou a “em observação”. A reclassificação não comprova extinção em campo.

No Pará, retornaram 543 ativos e 738 em observação, ante 538 e 677 ontem. Entre os eventos exclusivamente municipais de interesse: Almeirim, 42; Portel, 30; Óbidos, 18; Santarém, 16; Alenquer, 15; Prainha, 13; Juruti, 12; Itaituba, 11; Uruará, dez; Monte Alegre e Placas, nove cada; Oriximiná, sete; Mojuí dos Campos, seis; Aveiro, cinco. Eventos compartilhados ficam fora desses subtotais.

Permanecem ativos Almeirim–Prainha, evento 6886758, com 59 dias registrados e indicação da Floresta Estadual do Paru; Mojuí dos Campos–Placas, 6908257, com 54 dias; Mojuí dos Campos–Prainha–Santarém–Uruará, 6929969, com 49 dias; e Placas–Uruará e Aveiro, eventos 6960961 e 6961001, com 41 dias cada. A detecção mais recente do conjunto paraense era de 31/10 às 3h44.

Chuvas, calor e circulação

O INMET mantém previsão de pancadas no Amazonas até 2/11, com distribuição irregular e possibilidade de chuva isolada no leste. Para Manaus, prevê 36 °C em 2/11. O canal de umidade descrito entre Norte, Centro-Oeste e Sudeste favorece instabilidade, sem assegurar remoção duradoura da fumaça.

O modelo exibido pelo IQAir projeta para Manaus 37 °C e umidade horária de 35% hoje, chegando a 38 °C e 31% em 2/11. São previsões de modelo, não observações de estação. A direção e a intensidade dos ventos variam no período; não há confirmação de transporte de fumaça de municípios paraenses específicos até Manaus. O ranking identifica contribuição potencial, não a origem comprovada da poluição.

Horizonte até aproximadamente 15/11. Nos mapas do CPTEC/BAM-1.2, inicializados em 28/10, predomina sinal de chuva abaixo da climatologia em parte do centro e leste amazônicos nas semanas 28/10–3/11 e 4–10/11. Em 11–17/11, o sinal é espacialmente misto, com condições mais úmidas no sudoeste. A leitura é qualitativa: os mapas de anomalia carregaram, mas as imagens probabilísticas complementares não ficaram disponíveis. Não são atribuídos percentuais ao risco. O prognóstico mensal do INMET também aponta irregularidade das chuvas e temperaturas acima da média no Norte.

Implicações operacionais e confiança

Confiança alta nas contagens sob os filtros informados, moderada na melhora local de Barreirinha e no risco composto de curto prazo, e baixa na atribuição da fumaça e na evolução municipal além de 72 horas. As principais limitações são nuvens, atualização incompleta da UFAM, leitura antiga de Maués e ausência de probabilidades regionais utilizáveis.

Defesa Civil e combate ao fogo devem priorizar o leste amazonense, os eventos persistentes e os registros em áreas protegidas. Saúde e assistência devem manter ambientes com ar filtrado e proteção de vulneráveis. Escolas devem ajustar atividades externas às leituras locais e ao calor. Meio ambiente deve preservar fiscalização e acompanhamento dos eventos em observação. A melhora pontual do ar e a chuva prevista ainda não justificam desmobilização.

Fontes consultadas

SELVA — UEA — leituras de 31/10 entre 8h32 e 8h33

IQAir — Manaus — registro de 31/10 às 8h

INPE — Situação Atual

INPE — arquivos diários oficiais — ranking de 1º a 30/10, AQUA_M-T

INPE — arquivo de 30/10 — último dia completo

Monitor UFAM — atualização de 30/10 às 18h07

Painel do Fogo — Censipam

Censipam — consulta Amazonas

Censipam — consulta Pará

INMET — previsão até 2/11 — publicada em 29/10

INMET — prognóstico de novembro — publicado em 28/10

CPTEC — previsão subsazonal — rodada de 28/10

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