3 de novembro de 2026 — verificação concluída às 9h23, horário de Manaus
Avaliação geral
Alerta de piora localizada em Barreirinha, com melhora em Parintins e Itacoatiara. O INPE voltou a registrar focos AQUA_M-T no Amazonas, principalmente no leste, enquanto persistem eventos ativos próximos de assentamentos e territórios tradicionais. Para Manaus, a previsão oficial indica chuva e maior umidade nas próximas 48 horas, mas ventos fracos e retomada do calor justificam manter a proteção contra exposição conjunta a partículas e temperaturas elevadas.
Qualidade do ar — observações desta manhã
No SELVA/UEA, foram confirmadas estas leituras de PM2,5:
Barreirinha — SEMA_DCAM_18: 161,7 µg/m³, às 8h54, ante 110,5 ontem às 9h50: aumento aproximado de 46%.
Parintins — SEMA_DCAM_47: 81,7 µg/m³, às 9h17, ante 246,6 ontem às 9h48: redução aproximada de 67%, ainda com concentração elevada.
Itacoatiara — SEMA_DCAM_36: 57,8 µg/m³, às 9h14, ante 125,5 ontem às 9h47: redução aproximada de 54%.
Maués — SEMA_DCAM_01: 110,9 µg/m³, às 9h17, ante 114,1 ontem: permanece elevada, com pequena variação entre os registros.
Autazes — SEMA_DCAM_08: 63,2 µg/m³, às 9h17.
Manaus — SEMA_DCAM_26: 46,1 µg/m³, às 9h16.
São registros locais de sensores de baixo custo, não médias diárias ou municipais. A evolução desigual impede estender a melhora de Parintins ao conjunto do leste amazonense.
Em Manaus, a IQAir indicava às 8h PM2,5 de 30,0 µg/m³ e AQI dos EUA 90, categoria moderada, com quatro estações. Ontem, às 9h, eram 32,6 µg/m³ e AQI 95: pequena redução entre horários diferentes, sem demonstrar recuperação sustentada.
INPE — último dia completo e ranking mensal
Em 2/11, pelo satélite de referência AQUA_M-T, o Amazonas registrou 92 focos, contra zero em 1º/11. Destacam-se Parintins, 15; Maués, 11; Itacoatiara, nove; Urucurituba, oito; Barreirinha, sete; Apuí e Manicoré, seis cada. A última detecção estadual ocorreu às 15h40 de 2/11.
No Pará, foram 365 focos, ante 715 no dia anterior. Houve concentração relevante no oeste: Juruti, 47; Óbidos, 36; Uruará, 35; Oriximiná, 29; Alenquer, 25; Placas, 24; Santarém, 21; Prainha, 19; Mojuí dos Campos, 17; Rurópolis, 16; Monte Alegre, 15; Itaituba, 14. Última detecção estadual: 15h42 de 2/11.
Ranking mensal de 1º a 2/11/2026, AQUA_M-T: o Amazonas soma 92 focos, quarto lugar entre os estados, e o Pará lidera com 1.080. Neste início de mês, os amazonenses ainda estão fora dos dez primeiros municípios nacionais.
Entre os líderes estaduais, Parintins ocupa a 28ª posição nacional, com 15 focos; Maués, a 38ª, com 11; Itacoatiara, a 46ª, com nove; Urucurituba, a 55ª, com oito; Barreirinha, a 60ª, com sete; Apuí e Manicoré, a 64ª, com seis cada. Seguem Borba e Nhamundá, quatro cada; Urucará, São Sebastião do Uatumã e Nova Olinda do Norte, três cada.
No Pará, destacam-se nacionalmente Portel, primeiro, com 97; Pacajá, segundo, com 61; Uruará, terceiro, com 51; Juruti, quarto, com 49; Almeirim e Óbidos, quinta posição empatada, com 44 cada; Monte Alegre, sétimo, com 40; Oriximiná, oitavo, com 38; Prainha, nono, com 35; Santarém, décimo, com 33.
Também merecem acompanhamento Alenquer, 11º, com 32; Placas, 16º, com 27; Mojuí dos Campos, 22º, com 19; Itaituba e Rurópolis, 26ª posição empatada, com 16 cada; Aveiro, 46ª, com nove. Empates recebem a mesma colocação.
O período mensal foi confirmado na tabela do painel. O arquivo diário de 2/11 exibia atualização em 3/11 às 9h05, sem fuso informado no diretório. Embora o acumulado mensal coincida nesta data com os dois primeiros dias do mês, ele foi consultado como ranking mensal, não como janela móvel de 48 horas.
Monitor UFAM — atualização de 3/11 às 4h08
No recorte amplo de Parintins, os classificados como ativos passaram de 181 para 252. A passagem noturna tinha 80% de cobertura de nuvens, e 496 dos 719 estimados como extintos apresentavam incerteza por nuvens.
Em Manaus e entorno, havia zero ativos classificados, mas 33 dos 47 estimados como extintos tinham essa incerteza; a cobertura noturna alcançou 97%. O resultado não confirma controle regional.
Censipam — eventos ativos e persistentes
A consulta desta manhã retornou 47 eventos ativos e 75 em observação associados ao Amazonas, ante 51 e 93 ontem. A detecção mais recente era de 3/11 à 1h57. Entre os eventos exclusivamente municipais: Parintins, dez; Nhamundá, seis; Manicoré e Novo Aripuanã, quatro cada; Apuí e Itacoatiara, três cada; Barreirinha, Jutaí, Maués e Urucurituba, dois cada.
Prioridades territoriais:
Juruti–Parintins, evento 7035600: ativo, 29 dias de persistência, associado ao assentamento Vila Amazônia; última detecção em 3/11 à 0h57.
Parintins, 7108859: ativo, 12 dias; última detecção em 2/11 às 13h11.
Urucurituba, 7117905: ativo, 11 dias; última detecção em 2/11 às 15h40.
Parintins, 7117907: ativo, 11 dias, com referência ao assentamento Vila Amazônia; última detecção em 3/11 à 0h57.
Parintins, 7142604: ativo, quatro dias, com indicação da TI Andirá-Marau; última detecção em 2/11 às 13h11.
No Pará, eram 487 ativos e 717 em observação, ante 613 e 639 ontem, com detecção mais recente às 4h de 3/11. Entre os exclusivamente municipais de interesse: Alenquer, 27; Óbidos, 24; Oriximiná, Monte Alegre e Prainha, 18 cada; Santarém, 17; Juruti, 14; Placas, 13; Uruará, 11; Rurópolis, dez.
Persistem ativos Almeirim–Prainha 6886758, com 63 dias e referência à Floresta Estadual do Paru; Mojuí–Prainha–Santarém–Uruará 6929969, com 52 dias; Placas–Uruará 6960961, com 44 dias; e Juruti 6985550, com 40 dias e referência ao PAE Juruti Velho.
Esses números representam eventos agrupados, com persistência em dias, e permanecem separados dos focos INPE e das classificações UFAM. Severidade, expansão e proximidade em distância não tiveram valores verificáveis nesta consulta; nenhuma área foi apresentada como comprovadamente queimada.
Próximas 72 horas e horizonte de aproximadamente 15 dias
Na previsão oficial do INMET, Manaus tem máximas de 34 °C hoje, 33 °C em 4/11 e 35 °C em 5/11, com umidades mínimas previstas de 60%, 56% e 50%, respectivamente. Há pancadas hoje e amanhã e possibilidade de chuva isolada na quinta-feira. Para 6 e 7/11, já com mais de 72 horas de antecedência, aparece retorno de máximas de 36 °C.
Os ventos previstos são fracos, com direção variável: componentes de leste/sudeste nesta tarde e de sul/oeste em parte dos dias seguintes. A chuva pode remover partículas localmente, enquanto a pouca ventilação pode favorecer novo acúmulo entre as pancadas.
Há divergência relevante entre previsões: o modelo exibido pela IQAir ainda projeta até 38 °C em 4–5/11, com umidade horária de aproximadamente 31–34%. Isso amplia a incerteza sobre a intensidade do componente calor–secura; não se trata de observação de estação.
A rodada CPTEC/BAM-1.2 de 1º/11 às 00 UTC, ainda disponível hoje, mantém tendência de chuva abaixo da climatologia em partes do centro/leste amazônico até 7/11 e do norte/leste em 8–14/11. Para 15–21/11, o padrão é mais misto. As imagens probabilísticas não carregaram; a avaliação até cerca de 18/11 permanece qualitativa, sem percentuais verificáveis.
Os focos do oeste paraense são fontes potenciais para o leste amazonense. Entretanto, os ventos variáveis e a ausência de trajetórias ou plumas verificadas não permitem atribuir a poluição de Manaus ou Barreirinha a municípios específicos. Tampouco foi confirmado, nesta execução, um corredor de transporte de umidade que assegure melhora duradoura.
Confiança e implicações prioritárias
Confiança moderada na piora local de Barreirinha e na melhora pontual de Parintins e Itacoatiara; baixa na atribuição da fumaça e na evolução municipal além de 72 horas. Nuvens, horários distintos de leitura e divergência entre previsões são as principais incertezas.
Saúde, assistência e escolas: priorizar Barreirinha e Maués, manter acesso a ambientes com ar filtrado e ajustar atividades externas às leituras locais, especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças cardiopulmonares. Defesa Civil, meio ambiente e combate ao fogo: verificar os eventos persistentes do eixo Parintins–Urucurituba, os registros na TI Andirá-Marau e nos assentamentos, mantendo articulação com o oeste paraense. Em Manaus, preservar preparação para a combinação de partículas, pouca ventilação e retomada do calor.
Fontes consultadas
INPE — arquivos diários oficiais
Censipam — eventos do Amazonas





