4 de novembro de 2026 — verificação concluída às 9h20, horário de Manaus
Avaliação geral
Há alívio parcial nos indicadores de Manaus e Parintins e redução do calor previsto para a capital nas próximas 48 horas. A melhora regional, porém, não está comprovada: faltou uma leitura atual validada do sensor de Barreirinha, que apresentou concentração muito elevada ontem, e a cobertura de nuvens limita fortemente a interpretação da queda nas detecções de fogo.
Qualidade do ar — observações desta manhã
No SELVA/UEA, foram confirmadas:
Manaus — SEMA_DCAM_26: 41,3 µg/m³, às 9h12, ante 46,1 ontem às 9h16.
Parintins — SEMA_DCAM_47: 74,6 µg/m³, às 9h13, ante 81,7 ontem às 9h17.
Itacoatiara — SEMA_DCAM_36: 58,7 µg/m³, às 9h12, ante 57,8 ontem: pequena variação.
Autazes — SEMA_DCAM_08: 65,7 µg/m³, às 9h14, ante 63,2 ontem.
Maués — UEA_EducAIR_30: 46,0 µg/m³, às 9h14. É outro sensor em relação ao SEMA_DCAM_01 utilizado ontem; não sustenta, isoladamente, uma comparação direta de melhora.
Barreirinha: não foi obtida leitura atual validada da SEMA_DCAM_18. O último registro utilizado continua sendo 161,7 µg/m³ em 3/11 às 8h54; sua situação nesta manhã permanece incerta.
São leituras locais de sensores de baixo custo, não médias diárias ou municipais.
Em Manaus, a IQAir registrava às 8h PM2,5 de 27,5 µg/m³ e AQI dos EUA 85, categoria moderada, com quatro estações. Ontem, no mesmo horário, eram 30,0 µg/m³ e AQI 90: redução de aproximadamente 8% no PM2,5, sem demonstrar normalização sustentada.
INPE — último dia completo, 3/11, AQUA_M-T
O Amazonas registrou dez focos, ante 92 em 2/11: Lábrea, cinco; Envira, dois; Canutama, Pauini e Jutaí, um cada. Última detecção estadual: 16h18 de 3/11.
No Pará, foram 69 focos, ante 365. Entre os municípios de interesse regional, Portel teve cinco; Almeirim e Porto de Moz, dois cada; Pacajá, um. Última detecção estadual: 14h42 de 3/11. A ausência de novas detecções AQUA_M-T em municípios do oeste paraense não comprova extinção dos eventos acompanhados por outros sistemas.
Ranking mensal — 1º a 3/11/2026, AQUA_M-T
O Amazonas soma 102 focos, sexto lugar entre os estados; o Pará lidera com 1.149. O painel foi consultado no período mensal, separado da janela de 48 horas. O arquivo de 3/11 exibia atualização em 4/11 às 9h05, sem fuso informado no diretório; o painel não apresentou horário próprio de atualização do ranking.
Entre os amazonenses, Parintins ocupa a 32ª posição nacional, com 15 focos; Maués, a 50ª, com 11; Itacoatiara, a 60ª, com nove; Urucurituba, a 74ª, com oito; Barreirinha, a 88ª, com sete; Apuí e Manicoré, a 102ª, com seis cada; Lábrea, a 127ª, com cinco. Seguem no ranking estadual Borba e Nhamundá, quatro cada; Urucará, São Sebastião do Uatumã e Nova Olinda do Norte, três cada. Nenhum município amazonense aparece entre os dez primeiros nacionais neste acumulado.
No Pará, destacam-se Portel, primeiro nacional, com 102; Pacajá, segundo, com 62; Uruará, terceiro, com 51; Juruti, quarto, com 49; Almeirim, quinto, com 46; Óbidos, sexto, com 44; Monte Alegre, sétimo, com 40; Oriximiná, oitavo, com 38; Prainha, nono, com 35; Santarém e Moju, décima posição empatada, com 33 cada.
Também merecem acompanhamento Alenquer, 12º, com 32; Placas, 17º, com 27; Mojuí dos Campos, 25º, com 19; Itaituba e Rurópolis, 30ª posição empatada, com 16 cada. Empates recebem a mesma colocação. Os principais quantitativos do oeste paraense permaneceram iguais aos de ontem; algumas posições mudaram pelo avanço de outros municípios.
Censipam — eventos ativos e persistentes
A consulta desta manhã retornou 25 eventos ativos e 91 em observação associados ao Amazonas, ante 47 e 75 ontem. A detecção mais recente do conjunto era de 4/11 às 2h22.
Entre os eventos exclusivamente municipais: Manicoré, Nhamundá, Parintins e Urucurituba, três cada; Barreirinha, Boca do Acre e Lábrea, dois cada; Boa Vista do Ramos, Envira, Itapiranga, Novo Aripuanã e Urucará, um cada. Há ainda dois eventos compartilhados Juruti–Parintins.
Permanecem prioridades:
Juruti–Parintins, evento 7035600: ativo, 30 dias de persistência, associado ao assentamento Vila Amazônia; última detecção em 3/11 às 13h38.
Urucurituba, 7117905: ativo, 12 dias; última detecção em 3/11 às 13h38.
Parintins, 7117907: ativo, 11 dias registrados, com referência ao assentamento Vila Amazônia; última detecção em 3/11 às 12h54.
Lábrea, 7142492: ativo, seis dias; última detecção em 3/11 às 14h32.
No Pará, eram 360 ativos e 771 em observação, ante 487 e 717 ontem, com detecção mais recente às 3h01 de 4/11. No recorte exclusivamente municipal de interesse: Alenquer, 14; Prainha, 11; Monte Alegre, dez; Santarém, nove; Juruti e Uruará, oito cada; Oriximiná, sete; Óbidos e Placas, seis cada.
Continuam ativos Almeirim–Prainha 6886758, com 64 dias e referência à Floresta Estadual do Paru; Mojuí–Prainha–Santarém–Uruará 6929969, com 53 dias; Placas–Uruará 6960961, com 45 dias; e Juruti 6985550, com 41 dias e referência ao PAE Juruti Velho.
A unidade dessas contagens é evento agrupado, com persistência em dias. Não foi possível qualificar adicionalmente severidade, expansão ou distâncias nesta consulta. As áreas dos agrupamentos não foram tratadas como área efetivamente queimada nem somadas aos focos INPE.
Monitor UFAM — atualização de 4/11 às 4h08
No recorte amplo de Parintins, os classificados como ativos passaram de 252 para 37, mas a cobertura noturna de nuvens subiu para 97%, e 45% da região permaneceu encoberta em todas as passagens VIIRS das últimas 48 horas. Dos 757 estimados como extintos, 607 tinham incerteza por nuvens.
Em Manaus e entorno, havia zero ativos classificados, mas todos os 19 estimados como extintos tinham incerteza por nuvens. 91% da área ficou encoberta em todas as passagens das últimas 48 horas. A queda das classificações não permite declarar controle do fogo.
Previsões e risco composto
O INMET reduziu as máximas previstas para Manaus: 32 °C hoje, 33 °C amanhã e 34 °C em 6/11, com umidades mínimas de 65%, 65% e 50%, respectivamente. Há previsão de chuva, inclusive pancadas e trovoadas isoladas amanhã. Para 7–8/11, com antecedência superior a 72 horas, aparecem máximas de 35 °C e umidade mínima de 50%.
Os ventos previstos são predominantemente fracos, com componente sul/sudoeste hoje e variação nos dias seguintes. Isso permite alívio pelas pancadas, mas não assegura dispersão contínua entre elas.
Persiste divergência entre previsões: o modelo exibido pela IQAir projeta 38 °C em 5/11 e 39 °C em 6/11, com umidade horária chegando a 26% na sexta-feira. Esse cenário de calor e secura é uma estimativa de modelo, não uma condição observada ou consensual, e mantém incerteza relevante sobre o risco composto.
O novo informativo semanal do INMET, publicado em 3/11, concentra os maiores acumulados previstos de 3 a 10/11 no oeste do Amazonas, geralmente entre 30 e 60 mm, com pontos acima de 80 mm. Esse sinal não assegura chuva suficiente sobre todos os eventos do leste estadual e do oeste paraense.
A nova rodada CPTEC/BAM-1.2 de 4/11 às 00 UTC mantém sinal de déficit de chuva em setores centrais e orientais da Amazônia em 4–10/11. Em 11–17/11, o padrão fica mais misto no centro/oeste amazonense, permanecendo deficitário em setores do norte/leste. A semana 18–24/11 sugere condições relativamente mais úmidas em partes do centro/sul. As imagens probabilísticas complementares não carregaram; a avaliação até aproximadamente 19/11 é qualitativa, sem percentuais verificáveis.
Juruti, Óbidos, Oriximiná, Santarém e os demais municípios citados continuam sendo fontes potenciais de fumaça. Não foram confirmadas trajetórias ou plumas que atribuam sua contribuição ao ar de Manaus ou Barreirinha. A circulação prevista também não sustenta afirmar um transporte persistente de umidade ou fumaça entre esses locais.
Confiança e prioridades
A confiança é moderada no alívio parcial observado em Manaus e Parintins, e baixa na melhora regional, na atribuição da fumaça e na evolução municipal além de 72 horas. As principais limitações são a falta de leitura atual validada de Barreirinha, a comparação entre sensores diferentes em Maués, as nuvens e a divergência meteorológica.
Defesa Civil e combate ao fogo: manter verificação dos eventos persistentes de Juruti–Parintins e Urucurituba e dos registros no sul amazonense. Saúde, assistência e escolas: preservar proteção dos vulneráveis e ajustar atividades externas às leituras locais, sem pressupor melhora em Barreirinha. Meio ambiente: acompanhar eventos ativos e em observação, especialmente em assentamentos e áreas protegidas. Em Manaus, manter preparação para eventual coincidência de fumaça, calor e pouca ventilação.
Fontes consultadas
INPE — arquivos diários oficiais
Censipam — eventos do Amazonas
INMET — previsão de Manaus — consultada em 4/11





