Boletim de 05 de novembro – Monitoramento ambiental

5 de novembro de 2026 — verificação concluída às 8h54, horário de Manaus

Avaliação geral

Alerta de nova piora do ar em Parintins, com concentração elevada confirmada em Barreirinha. A melhora observada em Manaus não se estende ao leste amazonense. Também aumentaram os eventos classificados como ativos pelo Censipam no Amazonas, especialmente em Boca do Acre e Lábrea, enquanto o Pará voltou a apresentar forte aumento de focos AQUA_M-T. A prioridade imediata permanece na proteção da população exposta e na verificação dos eventos persistentes.

Qualidade do ar — observações desta manhã

No SELVA/UEA, foram confirmadas:

Parintins — SEMA_DCAM_47: 177,4 µg/m³, às 8h47, ante 74,6 ontem às 9h13: aproximadamente 2,4 vezes o registro anterior.

Barreirinha — SEMA_DCAM_18: 134,4 µg/m³, às 8h47. A leitura atual foi recuperada; ontem não houve registro validado desse sensor, portanto não é possível estabelecer a mudança em 24 horas.

Itacoatiara — SEMA_DCAM_36: 44,1 µg/m³, às 8h47, ante 58,7 ontem.

Autazes — SEMA_DCAM_08: 49,2 µg/m³, às 8h48, ante 65,7 ontem.

Manaus — SEMA_DCAM_26: 34,3 µg/m³, às 8h48, ante 41,3 ontem.

Maués — SEMA_DCAM_01: 45,6 µg/m³, às 8h48. Ontem foi utilizado outro sensor; no mesmo SEMA_DCAM_01, o registro de 3/11 era 110,9 µg/m³.

Essas leituras locais de sensores de baixo custo não equivalem a médias diárias ou municipais. Em Manaus, a IQAir indicava às 8h PM2,5 de 17,6 µg/m³ e AQI dos EUA 67, categoria moderada, com quatro estações. Ontem, no mesmo horário, eram 27,5 µg/m³ e AQI 85: queda de 36% no PM2,5.

INPE — último dia completo, 4/11, AQUA_M-T

O Amazonas registrou três focos, todos em Nhamundá, ante dez no dia anterior. No Pará, foram 909, ante 69: Portel, 86; Almeirim, 76; Uruará, 72; Pacajá, 65; Monte Alegre, 34; Prainha, 29; Placas, 24; Santarém, 19; Alenquer, 18; Juruti, 14; Itaituba, Mojuí dos Campos e Oriximiná, 12 cada; Rurópolis, Aveiro e Óbidos, dez cada. A última detecção nos dois estados ocorreu às 15h19 de 4/11.

O aumento paraense amplia a presença de fontes potenciais de fumaça. A baixa contagem amazonense, sujeita às condições de observação, não demonstra redução proporcional dos incêndios.

Ranking mensal — 1º a 4/11/2026, AQUA_M-T

O Amazonas soma 105 focos, oitavo lugar entre os estados; o Pará lidera com 2.058. O período mensal foi confirmado na tabela do painel, separado da janela de 48 horas. O arquivo diário de 4/11 exibia atualização em 5/11 às 9h05, sem fuso informado no diretório; o painel não apresentou horário próprio do ranking.

Entre os amazonenses, Parintins ocupa a 47ª posição nacional, com 15 focos; Maués, a 65ª, com 11; Itacoatiara, a 80ª, com nove; Urucurituba, a 91ª, com oito; Barreirinha e Nhamundá, a 109ª, com sete cada; Apuí e Manicoré, a 127ª, com seis cada; Lábrea, a 151ª, com cinco. Seguem no estado Borba, quatro; Urucará, São Sebastião do Uatumã e Nova Olinda do Norte, três cada. Não há amazonenses entre os dez primeiros municípios nacionais neste acumulado.

No Pará, destacam-se Portel, primeiro nacional, com 188; Pacajá, segundo, com 127; Uruará, terceiro, com 123; Almeirim, quarto, com 122; Monte Alegre, quinto, com 74; Prainha, sexto, com 64; Juruti, sétimo, com 63; Anapu, oitavo, com 57; Senador José Porfírio, nono, com 56; Novo Repartimento, décimo, com 55.

No oeste paraense, também merecem acompanhamento Óbidos, 11º, com 54; Santarém, 12º, com 52; Placas, 13º, com 51; Alenquer e Oriximiná, 14ª posição empatada, com 50 cada; Mojuí dos Campos, 26º, com 31; Itaituba, 29º, com 28; Rurópolis, 32º, com 26. Empates recebem a mesma colocação.

Censipam — eventos ativos e persistentes

A consulta desta manhã retornou 35 eventos ativos e 81 em observação associados ao Amazonas, ante 25 e 91 ontem. A detecção mais recente do conjunto era de 5/11 às 3h39. A mudança pode envolver novas detecções e reclassificações, sem equivaler a dez novos incêndios.

Entre os exclusivamente municipais: Boca do Acre, oito; Lábrea, cinco; Parintins, quatro; Apuí, Nhamundá, Novo Aripuanã e Urucará, dois cada. Há ainda dois eventos compartilhados Juruti–Parintins.

Permanecem ativos e prioritários:

Juruti–Parintins, evento 7035600: 31 dias de persistência, associado ao assentamento Vila Amazônia; última detecção em 5/11 à 1h16.

Urucurituba, 7117905: 13 dias; última detecção em 5/11 à 1h16.

Parintins, 7117907: 13 dias, com referência ao assentamento Vila Amazônia; última detecção em 5/11 à 1h16.

Novo Aripuanã, 7145414: seis dias; última detecção em 5/11 à 1h18.

No Pará, eram 370 ativos e 642 em observação, ante 360 e 771 ontem, também com detecção mais recente às 3h39. Entre os exclusivamente municipais de interesse: Almeirim, 28; Prainha e Uruará, 13 cada; Alenquer, 12; Placas e Santarém, 11 cada; Juruti e Monte Alegre, oito cada; Óbidos, sete; Aveiro e Oriximiná, seis cada.

Continuam ativos Almeirim–Prainha 6886758, com 65 dias e referência à Floresta Estadual do Paru; Mojuí–Prainha–Santarém–Uruará 6929969, com 54 dias; e Placas–Uruará 6960961, com 46 dias. Todos tiveram detecções nesta madrugada.

São eventos agrupados, com persistência em dias. Severidade, expansão e distâncias não tiveram valores adicionais verificáveis; suas áreas não foram apresentadas como área efetivamente queimada nem somadas às contagens INPE.

Monitor UFAM — atualização de 5/11 às 4h08

No recorte amplo de Parintins, os classificados como ativos passaram de 37 para 211. A cobertura noturna de nuvens caiu de 97% para 53%, melhorando a possibilidade de detecção; parte do aumento pode refletir essa mudança. Dos 367 estimados como extintos, 315 tinham incerteza por nuvens.

Em Manaus e entorno, havia quatro ativos classificados, ante zero ontem, e três estimados como extintos, todos com incerteza por nuvens. As classificações UFAM permanecem separadas dos eventos Censipam e dos focos AQUA_M-T.

Previsões e risco composto

O INMET prevê para Manaus máximas de 33 °C hoje, 32 °C amanhã e 33 °C em 7/11, com umidades mínimas de 65%, 60% e 50%. Há pancadas hoje e amanhã e possibilidade de chuva isolada no sábado. Os ventos permanecem fracos, com componentes de leste/sudeste em parte das tardes e variação nos demais períodos.

Para 8–9/11, com mais de 72 horas de antecedência, o INMET indica 33–34 °C, umidade mínima de 50–45% e vento fraco. Esse cenário exige acompanhar a dispersão, mas não confirma calor extremo ou baixa umidade intensa.

Persiste forte divergência: o modelo exibido pela IQAir projeta 38 °C amanhã e até 40 °C no sábado, com umidade horária próxima de 23%. Trata-se de previsão de modelo, sem consenso com o INMET, que mantém incerteza sobre a intensidade do componente calor–secura–fumaça.

Até aproximadamente 20/11, a rodada CPTEC/BAM-1.2 de 4/11 às 00 UTC, ainda disponível hoje, mantém déficit de chuva em setores centrais e orientais da Amazônia em 4–10/11, padrão mais misto no centro/oeste em 11–17/11 e sinal relativamente mais úmido em partes do centro/sul em 18–24/11. As imagens probabilísticas complementares continuam indisponíveis; não há percentuais verificáveis para um episódio específico.

Os focos e eventos do oeste paraense representam contribuição potencial para o leste amazonense. Componentes de vento de leste são compatíveis com deslocamento para oeste em alguns períodos, mas não foram confirmadas trajetórias ou plumas que atribuam a fumaça de Parintins, Barreirinha ou Manaus a municípios específicos. A chuva prevista também não comprova transporte de umidade suficiente para limpeza duradoura do ar.

Confiança e prioridades

Confiança moderada na piora local de Parintins e na melhora de Manaus, baixa na atribuição da fumaça e na evolução municipal além de 72 horas. Nuvens, horários diferentes das leituras e divergência entre previsões são as principais incertezas.

Saúde, assistência e escolas: priorizar Parintins e Barreirinha, com ambientes de ar filtrado e ajuste de atividades externas, especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças cardiopulmonares. Defesa Civil e combate ao fogo: verificar os eventos persistentes do leste e a concentração de ativos em Boca do Acre e Lábrea. Meio ambiente: manter fiscalização e acompanhamento dos assentamentos e áreas protegidas, articulando a resposta com o Pará. A melhora na capital não justifica reduzir a proteção nas localidades com poluição elevada.

Fontes consultadas

SELVA/UEA — estações reais

IQAir — Manaus

INPE — Situação Atual

INPE — arquivos diários oficiais

Monitor UFAM

Censipam — Painel do Fogo

Censipam — eventos do Amazonas

Censipam — eventos do Pará

INMET — previsão de Manaus — consultada em 5/11

CPTEC/INPE — previsão subsazonal — rodada de 4/11

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