2 de novembro de 2026 — verificação concluída às 9h55, horário de Manaus
Avaliação geral
Em comparação com 1º/11, houve aumento expressivo do PM2,5 nas estações de Itacoatiara e Maués, manutenção de concentração muito elevada em Parintins e crescimento dos eventos classificados como ativos pelo Censipam. A prioridade imediata é o leste amazonense; Manaus permanece sob atenção para a combinação de poluição, calor e períodos de pouca ventilação nas próximas 72 horas.
Qualidade do ar — observações de sensores
Na rede SELVA/UEA, foram confirmadas as seguintes leituras de PM2,5 nesta manhã:
Parintins, SEMA_DCAM_47: 246,6 µg/m³ às 9h48min52s, ante 226,3 µg/m³ ontem.
Itacoatiara, SEMA_DCAM_36: 125,5 µg/m³ às 9h47min20s, ante 46,9 µg/m³.
Maués, SEMA_DCAM_01: 114,1 µg/m³ às 9h49min34s, ante 37,0 µg/m³.
Barreirinha, SEMA_DCAM_18: 110,5 µg/m³ às 9h50min04s, ante 142,7 µg/m³. Houve redução, mas a concentração continua elevada.
São leituras pontuais de sensores, sem finalidade regulatória, e não médias de 24 horas nem valores representativos de todo o município.
Em Manaus, a agregação da IQAir indicava 32,6 µg/m³ e AQI dos EUA 95, “moderado”, às 9h, com quatro estações. Na execução anterior, eram 26,9 µg/m³ às 8h. A diferença de horário e a heterogeneidade entre estações limitam a comparação, mas a leitura atual não confirma melhora na capital.
INPE — focos e ranking mensal de novembro
O painel oficial apresentava dados até 1º/11/2026. No acumulado de 1º a 1º/11, pelo satélite de referência AQUA_M-T, o Amazonas teve zero detecções, ante 13 em 31/10; o Pará passou de 29 para 715 detecções diárias.
Não há municípios amazonenses com focos positivos no ranking mensal disponível, portanto não há líderes estaduais nem posições nacionais positivas a destacar neste início de novembro. Esse resultado não demonstra ausência de incêndios: outros sensores registraram atividade no Amazonas, e a cobertura de nuvens prejudicou a observação.
No ranking nacional mensal, conferido na tabela do painel e complementado pelo arquivo diário oficial:
Portel: 92 focos, 1º nacional; Pacajá: 61, 2º; Almeirim: 38, 3º.
No oeste e baixo Amazonas paraense: Monte Alegre, 25, 8ª posição empatada; Uruará e Prainha, 16 cada, 17ª empatada; Santarém, 12, 23ª; Oriximiná, 9, 32ª; Óbidos, 8, 37ª empatada; Alenquer, 7, 44ª empatada; Placas, 3, 78ª empatada; Juruti, Mojuí dos Campos e Itaituba, 2 cada, 108ª empatada.
As posições empatadas consideram a mesma colocação para quantitativos iguais. Esse é o acumulado mensal, distinto da janela de 48 horas. O arquivo de 1º/11 mostrava atualização em 2/11 às 9h05, sem fuso explicitado no diretório; a última detecção AQUA_M-T no Pará ocorreu às 19h04 UTC de 1º/11, ou 15h04 de Manaus.
Monitor UFAM
O monitor UFAM, atualizado às 4h08, reforça a atenção no entorno amplo de Parintins: 181 focos classificados como ativos, ante 44 ontem. Entretanto, 66% da região estava encoberta na passagem noturna, e 361 dos 501 focos considerados extintos tinham extinção incerta por nuvens. Essas classificações têm método próprio e não foram somadas às métricas do INPE ou Censipam.
Censipam — eventos ativos e persistentes
Na consulta ao Censipam, com detecções mais recentes em 2/11 às 7h24 UTC, ou 3h24 de Manaus, o Amazonas apresentava 51 eventos ativos e 93 em observação, ante 30 ativos e 127 em observação ontem. A mudança pode incluir reativação ou reclassificação de eventos existentes; não equivale a 21 novos incêndios.
Destacam-se 10 eventos exclusivamente em Parintins, cinco em Nhamundá, cinco em Novo Aripuanã, quatro em Itacoatiara e quatro em Lábrea, além de eventos compartilhados entre municípios. Entre os persistentes, merecem verificação operacional:
Juruti–Parintins, evento 7035600: ativo, persistência indicada de 28 dias, associado ao assentamento Vila Amazônia; última detecção em 2/11 à 1h16.
Parintins, 7108859: ativo, 11 dias; última detecção em 1º/11 às 13h32.
Urucurituba, 7117905: ativo, 10 dias; última detecção em 2/11 à 1h16.
Barreirinha, 7141205: ativo, quatro dias, com referência ao território quilombola Rio Andirá; última detecção em 1º/11 às 13h32.
No Pará, eram 613 eventos ativos, ante 586 ontem. No recorte de interesse, aparecem 27 exclusivamente em Óbidos, 20 em Oriximiná, 20 em Alenquer, 17 em Monte Alegre, 15 em Santarém e 14 em Juruti. Permanecem ativos eventos agrupados persistentes em Almeirim–Prainha, com 62 dias e referência à Floresta Estadual do Paru; Mojuí dos Campos–Placas, 56 dias; e Mojuí–Prainha–Santarém–Uruará, 51 dias.
A unidade é evento agrupado, com persistência em dias, e não foco AQUA_M-T. Persistência não comprova chama contínua durante todo o intervalo. Não foram validados, nesta consulta, severidade, taxa de expansão, distâncias às populações ou área efetivamente queimada; o campo de área disponível não foi convertido nem apresentado sem confirmação de unidade e método.
Tempo, circulação e risco composto
Até 5/11: o INMET prevê pancadas e trovoadas no Amazonas hoje, com máxima de 36 °C em Manaus. Chuva irregular pode aliviar temporariamente a poluição, sem garantir limpeza duradoura do ar em toda a região.
Como previsão de modelo, a IQAir projeta para Manaus máximas de aproximadamente 35 °C hoje, 37 °C em 3/11 e 38 °C em 4/11, com umidade horária próxima de 32% nas tardes de 3 e 4/11 e intervalos de vento fraco. Isso sustenta atenção à combinação calor + ar relativamente seco + partículas, embora não confirme um episódio generalizado de baixa umidade em todo o estado.
Até aproximadamente 16/11: a rodada CPTEC/BAM-1.2 de 1º/11 às 00 UTC mantém sinal de chuva abaixo da climatologia em partes do centro/leste amazônico na primeira semana e do norte/leste na segunda; a terceira semana apresenta padrão mais misto. O produto probabilístico solicitado não foi efetivamente exibido: apareceram mapas de anomalia, sem probabilidades numéricas verificáveis. Assim, não há base para quantificar a probabilidade de um episódio específico com 72 horas ou mais de antecedência.
Os municípios paraenses citados constituem fontes potenciais de fumaça. Componentes de vento de leste previstas em parte do período são compatíveis com transporte para oeste, mas não foram obtidas trajetórias ou imagens de plumas suficientes para confirmar contribuição municipal específica ao ar de Manaus. Polígonos de fogo e presença no ranking não comprovam esse transporte.
Confiança e prioridades operacionais
Confiança moderada no agravamento localizado, sustentada pelas leituras de PM2,5 e pelos eventos ativos. A confiança é baixa na atribuição da origem da fumaça e na localização de episódios entre oito e 15 dias. Nuvens, cobertura desigual de sensores e ausência de probabilidades verificáveis impedem afirmar estabilidade regional.
Prioridades: Defesa Civil e combate ao fogo devem verificar os eventos persistentes próximos de comunidades e assentamentos, especialmente no eixo Parintins–Barreirinha–Urucurituba; meio ambiente, conferir sobreposições territoriais e expansão em campo; saúde e escolas, ajustar atividades externas às leituras locais, priorizando crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares. Em Manaus, manter preparação para exposição conjunta a partículas e calor, sem depender de chuva isolada como sinal de normalização.
O monitoramento contínuo não foi desativado.
Fontes consultadas
INPE — arquivos diários oficiais
Censipam — eventos do Amazonas





